quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Biografia de August Strindberg


Quem foi August Strindberg?
Dramaturgo, romancista, poeta, telegrafista, alquimista, fotógrafo e pintor, Strindberg é reconhecido mundialmente por suas peças de teatro e por ser o fundador do Teatro Moderno. Escreveu 65 peças das quais 57 chegam até nós nas línguas sueca, inglesa e francesa. É sem dúvida o artista sueco de maior importância, exercendo enorme influência sobre os conterrâneos Ingmar Bergman (cineasta e diretor de teatro) e Lars Norén (dramaturgo e diretor de teatro), e até mesmo sobre o maior dramaturgo brasileiro Nelson Rodrigues.

Breve Biografia

Nascido em 22 de janeiro de 1849 na ilha de Riddarholm, em Estocolmo, August Strindberg era o terceiro filho de Carl Oscar Strindberg, agente portuário, e Ulrika Eleonora (Nora) Norling. Ulrika, 12 anos mais jovem que o marido, era a criada de Carl antes de se casarem. Strindberg dedicaria a ela o título de sua primeira autobiografia, O filho da criada (Tjänsterkvinnans son). O autor cresceu no subúrbio de Norrtull, ao norte da capital.

Quando estudante, trabalhou como assistente de um farmacêutico na cidade universitária de Lund, no sul do país. Em 1868, partiu para a capital, onde trabalhou como professor e estudou química no Instituto de Tecnologia de Estocolmo, preparando-se para prestar as provas de medicina. Mais tarde, tornou-se preceptor e figurante do Teatro Real. Em Uppsala, fundou com amigos o círculo literário Runa, cujos membros assumiam pseudônimos derivados da mitologia nórdica. Strindberg era Frö, deus da fertilidade.

Sua obra Quarto Vermelho (Röda Rummet, 1879) lhe deu fama. Suas primeiras peças eram naturalistas, e os trabalhos desse período são freqüentemente comparados à obra do norueguês Henrik Ibsen. O texto mais conhecido é Senhorita Júlia (Fröken Julie). Na década de 1890, Strindberg passou por um período turbulento enquanto vivia em Paris. O resultado foi uma obra escrita em francês, Inferno. Na mesma época, trocou cartas com o filósofo Friedrich Nietzsche. Ao retornar à Suécia, o dramaturgo rompeu com o naturalismo e iniciou a produção de obras inspiradas no simbolismo.

Strindberg é considerado um dos pioneiros do teatro moderno e do expressionismo europeu. A dança da morte (Dödsdansen), O Sonho (Ett drömspel) e A Sonata Fantasma (Spöksonaten) são peças representativas desse período. Além de escritor, Strindberg também se destacou como telegrafista, alquimista, fotógrafo e pintor.

Sua última residência foi no edifício conhecido como Blå Tornet (Torre Azul), no centro de Estocolmo, onde viveu de 1908 até sua morte, em 1912, vítima de um câncer no estômago. Hoje, o apartamento é funciona como museu Strindberg.

Aos 63 anos, Strindberg faleceu em maio de 1912, finalmente reconhecido por seu público. Quando a escritora Selma Lagerlöf foi agraciada com o prêmio Nobel, os admiradores de Strindberg arrecadaram dinheiro e organizaram a outorga de um anti-Nobel para o autor. Seu cortejo fúnebre foi seguido por milhares de pessoas.

O autor exerceu influência direta sobre Tenesse Williams, Eduard Albee, Máximo Gorky, John Osborn, Ingmar Bergman, Bernard Marie-Koltès, Harold Pinter, Sarah Kane, Lars Norén, entre outros.

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